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Exercício de Egito Antigo e Atual

por alessandra (Encontra-se nas informações adicionais.) Normal Wednesday, June 23rd, 2010

Exercício:

INTRODUÇÃO:

 

Neste trabalho iremos mostrar um pouco da vida e da cultura egípcia, podemos acompanhar o desenvolvimento do Egito desde sua origem até sua decadência com as diversas invasões que sofreu, a forma de organização política e as principais atribuições de cada camada social da época.

  

DESENVOLVIMENTO:

 

1.   Desenvolvimento do Egito:

 

- Origem do Egito:

 

Tribos nômades chegaram ao vale do rio Nilo e criaram cidades-estados. Segundo Heródoto, historiador grego do século V a.C., “O Egito é uma dádiva do Nilo”. Vivem da agricultura na região e posteriormente se reúnem em dois reinos: Alto Egito e Baixo Egito. O rei do Baixo Egito, Menés, teria conquistado o alto Egito por volta de 3.200 a.C., formando um só reino e fazendo o povo sujeitar-se a sua soberania. Após essa unificação, começa o período dinástico que se divide em três fases: Antigo Império (2800 a 2100 a.C.), Médio Império (2100 a 1580 a.C.) e Novo Império (1580 a 30 a.C.).

 

- Antigo Império (2800 a 2100 a.C): Essa fase caracterizou-se pelo desenvolvimento das obras de irrigação, reservatórios de água, drenagem, pirâmides, túmulos dos faraós, grandes construções arquitetônicas e etc. Exemplos: Quéops, a maior de todas as pirâmides e a esfinge do Gizé. É também nessa fase que os faraós atingem o auge do poder, sendo considerado como deus na terra, o deus vivo, adorado e reverenciado.
Surgem revoltas lideradas pelos monarcas em aproximadamente 2.300 a.C., afetando a produção e iniciando um período de guerra civil.

 

- Médio Império (2100 a 1580 a.C): Os faraós submetem a sociedade novamente, findando as revoltas e a capital é transferida para Tebas. O Egito alcança estabilidade econômica e política. Ocorre a expansão territorial com a conquista da Núbia, (região situada no vale do rio Nilo), que era rica em ouro. Contudo, o poder central é abalado mais uma vez com a invasão dos hicsos (povo de origem asiática), que dominam a região do Delta. Além disso, os nobres organizam levantes por almejarem maior autonomia, junto com rebeliões de escravos, camponeses e há um crescimento no poder dos monarcas.

 

- Novo Império (1580 a 30 a.C): A nobreza de Tebas expulsa os hicsos e restitui a potência política do Egito, expandindo-a até o rio Eufrates. Destacam-se nessa época os faraós: Tutmés III, Amenófis IV e Ramsés II. O primeiro por ter a maior expansão territorial e grande atividade militar. O segundo pela revolução religiosa que causou, tentando acabar com a veneração a vários deuses. O terceiro por conquistas militares, aspectos administrativos, manifestações culturais e o culto a vários deuses, evidenciados nos templos.

 

- Decadência do Egito: O Império Egípcio sofreu diversas invasões ao longo da história, num período que ficou conhecido como Baixo Império, primeiro pelos assírios, depois os persas, os gregos e por fim os romanos conquistam o Egito.

 

2. Crenças, Hábitos, Cotidiano:

 

- Costumes e Curiosidades:

 

Comparados aos povos do Ocidente, os árabes são bastante conservadores. Isso podemos notar pelos assuntos de suas conversas, por suas vestimentas, programas de televisão e pela leitura de jornais e revistas locais. Em público, os beijos entre casais são proibidos. A desobediência a essa lei pode levar o indivíduo à delegacia de polícia. Ou à casa do pai da moça, para explicações, se ela não for casada. As moças egípcias, em princípio, casam virgens. Não é permitido à moça solteira manter conversa com homens. Nas escolas, os meninos sentam em bancos separados das meninas. Segundo os árabes, “a mulher é uma flor tenra que precisa ser preservada”. Por isso o uso do purdah (véu), que esconde os cabelos das mulheres. A mulher muçulmana casada, no Egito, não mostra seus cabelos a não ser para o marido e pessoas da família. Antigamente, uma punição exemplar para os egípcios era cortar seu bigode à força, o que causava uma vergonha enorme. No tempo dos mamelucos, homens sem bigode não eram tolerados a entrar nas cortes de justiça e criminosos eram forçados a raspar o bigode e mandados a andar no lombo de burros, de costas, pelas ruas da cidade, para aumentar a vergonha. O Egito tem uma das maiores taxas de natalidade do mundo, cada mulher tendo em média 5 filhos. E o resultado aí está: superpopulação, falta de empregos e a vida miserável de milhões de habitantes.

 

- Pirâmides do Egito:

 

Elas foram construídas  há mais de 2500 anos e resistem até hoje. A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação. A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das construções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados. As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide. A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante. 

 

- Cleópatra:

 

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV. A luta pelo poder entre ela e seus irmão gerou uma forte instabilidade política e econômica para o Egito. Diante disso, ela acabou exilada e decidiu pedir o auxílio de Roma (atual Itália ). Sedutora e extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se muito bem do poder que detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria, embrulhada dentro de um tapete, como presente a Júlio César. Após desenrolar-se do tapete, seu argumento foi tão ousado quanto seu plano, ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César e assim queria conhecê-lo. Tornaram-se amantes e ele a ajudou assassinar seu irmão em 51 A.C. Após isto, ela tornou-se a rainha e foi para Roma, onde deu a luz a Cesarion. 

A rainha retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C. Ainda mais ambiciosa, ela tomou conhecimento da posição importante que Marco Antônio se encontrava na Anatólia, que ocupava o cargo de governador da porção oriental do Império Romano. Estimulada pela ambição que lhe era comum, a rainha seduziu este outro romano iniciando com ele um relacionamento amoroso em 37 A.C. 

Durante o período que estiveram em Alexandria, ela deu dois filhos a Marco Antonio que, em troca, devolveu-lhe os territórios de Cirene e outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império Romano. A atitude de Marco Antônio, que se deixava dominar cada vez mais pelo pode de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado romano, que, este, declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30 a.C. Após isto, o Egito voltou às mãos de Roma. 

 

- Esfinge:

A Esfinge não foi construída com blocos quadrados, como as pirâmides e templos os quais guarda, mas esculpida na rocha bruta. Seus escultores lhe deram a cabeça de um homem (alguns dizem ser de uma mulher) e um corpo de um leão. Tem 20 metros de altura e 73.5 metros de comprimento. Apresenta uma das mais fantásticas expressões faciais, seus olhos, virados para leste, contemplam fixamente o horizonte distante, o equinócio, alguma coisa não pertencente a este mundo, mas além dele, no firmamento. Antes da descoberta Robert Schoch, geólogo e professor da Universidade de Boston, junto com John A. West e um time de cientistas e arqueólogos, era sugerido que a Esfinge havia sido construída há aproximadamente 4500 anos atrás, ou seja, em 2500 a.C. Mas com estudos mais aprofundados pode-se saber que não só as pirâmides, mas acredita-se também que a Esfinge foi construída a 10.500 a.C. e os padrões de desgaste haviam sido formados por intensas chuvas – chuvas torrenciais. Inúmeros arqueólogos discordam dessa opinião, para eles a esfinge foi construída durante o reinado do faraó Kéfren (2520 a.C a 2494 a.C.).

- Religião:

 

No Egito Antigo, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estas divindades possuíam alguns poderes acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas até mesmo de animais e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local. Animais divinizados, túmulos repletos de bens, corpos mumificados, tudo isso fazia parte do cotidiano dos egípcios. O faraó era o sumo-sacerdote de todos os deuses e, concomitantemente, ele mesmo era um deus. Delegava a pessoas confiáveis a realização dos rituais dos cultos das diversas divindades. Essa era a religião oficial. O povo, por sua vez, tinha seus deuses preferidos, seus protetores domésticos, consultava oráculos e escrevia para seus parentes mortos.

 

- Mumificação:


De acordo com a religião egípcia, a alma da pessoa necessitava de um corpo para a vida após a morte. Portanto, devia-se preservar este corpo para que ele recebesse de forma adequada a alma. Preocupados com esta questão, os egípcios desenvolveram um complexo sistema de mumificação.
O processo era realizado por especialistas em mumificação e seguia as seguintes etapas:

1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retiravam-se as vísceras (fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc). O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes a parte. O cérebro também era extraído. Para tanto, aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas, esperando o cérebro derreter. Após o derretimento, retirava-se pelos mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.
2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias.
3º - Após desidratado, enchia-se o corpo com serragem. Aplicava-se também alguns “perfumes” e outras substâncias para conservar o corpo. Textos sagrados eram colocados dentro do corpo.
4º - O corpo era envolvido em faixas de linho branco, sendo que amuletos eram colocados entre estas faixas. 
Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago, que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os dias de hoje. Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos casos, até o que eles comiam. Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos, descobriram a ação de vários elementos químicos. Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados, mas alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo.

                 

- Enterro dos Mortos:

 

Os egípcios enterravam seus mortos na banda ocidental do rio Nilo, pois lá — acreditava-se — o sol iniciava sua jornada noturna através do mundo dos mortos. Assim, no deserto ocidental instalaram-se imensas necrópoles, nas quais as pirâmides, os templos mortuários e os túmulos abertos em plena rocha eram edificados e mantidos por aqueles com posses suficientes para arcar com os altos custos destes empreendimentos. Parentes, amigos e um enorme contingente de carpideiras levavam o morto até sua última morada, por terra e atravessando o rio em barcas, e o cortejo terminava com cerimônias que podiam incluir até mesmo um banquete funerário.

 

- Arte Egípcia:

 

Os antigos egípcios não encaravam a arte pela própria arte. Todos – fossem eles arquitetos, escultores ou pintores – consideravam-se funcionários ou artesãos que produziam artefatos destinados a alguma função: religiosa, funerária ou de qualquer outro tipo. Toda a arte existente girava em torno dos deuses, do faraó e de sua corte. Quanto aos ofícios, havia oficinas de todas as espécies por toda parte. Os artífices trabalhavam o barro, a pedra, a madeira e os metais. Era obrigação do artista conhecer todos os atributos reais e divinos, bem como a mitologia e a liturgia, o que certamente não era tarefa fácil.

 

- Papiro:

 

O papiro é uma planta famosa desde 40 séculos antes da era cristã. Magnificamente adaptada às margens do Nilo, onde acompanhava em grande quantidade o curso do rio, tem uma longa haste, sem nós nem folhas, de secção triangular e da grossura de cerca de seis centímetros, a qual termina por uma graciosa umbela em forma de penacho, formada por um tufo de pequenos ramos filamentosos verdes. O que aparecia acima da terra era, em síntese, uma planta em forma de junco com, aproximadamente, três metros de altura. Mas suas raízes também são longas, medindo às vezes seis ou sete metros, e com grossura igual à do caule. Veja no final desta página a foto de uma planta do papiro, embora deva ser dito que a espécie que crescia no tempo dos faraós está atualmente extinta. E a fama do papiro é mais do que merecida, pois foi ele que forneceu à humanidade um dos principais instrumentos do progresso: o papel.

 

- Agricultura:

 

A agricultura no Egito dependia da irrigação com aproveitamento e controle do fenômeno natural das cheias anuais do Nilo. Essa atividade é bastante conhecida, pois diversas cenas que a representam nos foram deixadas nas pinturas e relevos murais das tumbas. Os camponeses formavam a maioria absoluta da população e, portanto, a base da mão-de-obra do antigo Egito. A religião penetrava em todos os aspectos do cotidiano egípcio e na agricultura não poderia ser diferente. Todo ano os sacerdotes realizavam cerimônias que deveriam garantir a chegada da inundação. O faraó, por sua vez, agradecia solenemente a colheita abundante às divindades adequadas.

 

- Culinária Egípcia:

 

A comida egípcia é uma deliciosa combinação de sabores, graças aos distintos ingredientes que procedem da gastronomia mediterrânea, africana e árabe. Dois alimentos são básicos nos hábitos dos comensais egípcios, as aish, pedaços de pão consumido muitas vezes e cuja massa se prepara com distintas farinhas, e as fuul, feijão gordos de cor marrom que se enfeitam com limão. Os egípcios comem tanto carne como peixe. As carnes podem ser de boi, cordeiro ou aves como o peru, o pato, o frango e o pombo. Os peixes, tanto de água salgada como doce, são frescos e são bem preparados. Quanto a sobremesas, o preferido pelos egípcios é o Om Ali, mistura de pão ou pasta com leite, nueces, coco e passas que se toma quente. Se distinguem, o aish es serail, pedaços de pão com mel amolecida com xarope de açúcar, a baklava, massa recheada de nozes aromatizada com água mel ou com uma infusão de flro de limão e a kumafa, tallarines assados com açúcar, mel e nozes.

 

- Bebidas típicas:

 

As bebidas típicas egípcias são o karkade, que procede da flor do hibiscos e pode-se tomar quente ou frio, o shai, chá negro de forte sabor e a variedade conhecida como shai nana servido com folhas de hortelã, o ahwa, café turco, os sucos de manga, goiaba, banana, laranja, morango, cenoura, lima, tomate, cana de açúcar, romã e limão, entre outros, o tamarhindi, infusão feita com a polpa seca do tamarindo, o irssous, água de regaliz, o erfa, bebida de canela que se serve quente e coberta de nozes e o na na, de menta. Entre as bebidas alcóolicas destacam o ersoos, licor de forte sabor e odor, o zahib, uma espécie de aguardente e o yasoon, com sabor a anis.

 

- Casamento:

 

O casamento entre os egípcios não dependia da lei. Bastava a concordância do casal envolvido. Na realidade eram firmados contratos entre as partes para garantir, sobretudo a situação da mulher nos casos de divórcio, mas não havia leis que impusessem o estabelecimento do contrato em si mesmo. – Eu te faço minha mulher dizia o noivo. A noiva respondia: – Fizeste-me tua mulher. Com essa forma consagrada pelo uso ficava selada a união. Apesar de toda a religiosidade do povo egípcio, nada existia de parecido a uma benção nupcial no templo. Com o necessário consentimento do pai da noiva, o que selava a união era a coabitação: a moça saía da casa dos pais e ia viver na do marido.

 

- Maternidade:

 

Logo após o casamento a jovem egípcia passava a exercer as suas funções de dona-de-casa e era importante que concebesse filhos o mais rapidamente possível. Assim, ela esperava com impaciência os primeiros sintomas de gravidez, pois seria uma calamidade se fosse estéril e tivesse que apelar para procedimentos de magia. Antes disso, porém, consultaria o médico que ela esperava pudesse lhe ministrar drogas para contornar o problema. Durante a gravidez a jovem invocava todo tipo de proteção aos deuses e coletâneas de encantamentos mágicos foram redigidos para proteção da mãe e do recém-nascido.

 

- As Crianças:

 

A ternura pela criança é um traço constante e encantador da civilização egípcia ao longo de toda a sua história. A arte egípcia sempre usou como tema a infância e todo o mundo que a envolve. Também não faltam textos evocando as alegrias desse período da vida e outros lembrando que a missão dos pais traz mais satisfações do que dissabores. Os filhos eram altamente desejados pelos egípcios até porque, práticos como eram, viam neles o instrumento da preservação dos ritos do culto funerário, que eram indispensáveis para a continuidade da vida após a morte. Assim, o desejo de ter filhos, principalmente um varão, era geral e resultava em famílias numerosas.

 

- Educação:

 

A escola faz geralmente parte do templo. Os estudos começavam cedo. Sabe-se de personalidades que foram enviadas para a escola com apenas cinco anos de idade. Essa, porém, não era a regra geral. Contudo, quando os rapazes deixavam de andar completamente nu já estava próximo o dia em que tomariam o caminho da escola. Aqueles que seguiriam a carreira militar eram tirados muito cedo do convívio dos pais, mas o regime das escolas era geralmente o externato. O estudante levava num cesto um pouco de pão e uma bilha de cerveja que a mãe lhe preparava todas as manhas. Nas suas idas e vindas para a escola brigavam e brincavam com seus companheiros como o fazem as crianças de hoje.

 

- Jogos e Brinquedos:

 

Os antigos egípcios também tinham seus momentos de lazer. Eles não queriam passar o dia todo carregando cevada e trigo. Inventaram, então, alguns jogos de tabuleiro bem interessantes. Mas tinham ainda jogos agitados, muitos com conotações religiosas e funções mágicas. Até inimigos podiam resolver pendências jogando. Por sua vez, as crianças se divertiam como se divertem as de hoje em dia: usando a imaginação e correndo, saltando, lutando e lançando mão de brinquedos. Estes podiam ser primitivos, às vezes confeccionados pelas próprias crianças, ou mais elaborados, se alguém os fabricasse para elas.

 

- Esportes:

 

No antigo Egito já eram praticados muitos dos esportes atuais. Assim acontecia com o boxe, levantamento de peso, natação e, é claro, caça e pesca. As mulheres também se dedicavam às práticas esportivas em igualdade com os homens, excetuando-se as artes marciais. Os faraós fixavam as regras básicas das competições e os perdedores também eram aplaudidos por seu espírito esportivo, aceitando a derrota com galhardia. A ética nos esportes começa a vigorar e a importância do atletismo para o aperfeiçoamento do corpo e a proteção da saúde já é percebida. Os faraós exaltam sempre seus extraordinários feitos atléticos, embora deva ser considerado que a realidade histórica pode ter sido outra e a narrativa possa ser um mero texto de propaganda.

 

- Ciências:

O povo egípcio era prático por excelência. Assim, toda a sua ciência era empírica e voltada para a solução dos problemas do dia-a-dia. A matemática, por exemplo, procurava encontrar soluções para a medição das terras ou para o traçado dos planos das pirâmides e templos. A medicina, que teve como patrono o sábio Imhotep, foi uma das ciências que se desenvolveu bastante, principalmente em função do tratamento que era dado aos cadáveres para preservá-los intactos. A religião, como em diversos outros setores da vida egípcia, também sempre interferiu e contaminou os aspectos científicos com a magia. Os conhecimentos científicos concentravam-se nas mãos de poucos: cortesãos, sacerdotes, funcionários e escribas.

 

- Higiene:

 

Sendo um povo muito asseado, os antigos egípcios cuidavam bastante de sua higiene pessoal e de suas vestimentas. Lavavam-se várias vezes ao dia, seja logo quando se levantavam pela manhã, seja antes e após as principais refeições. Limpar as unhas dos pés, lavar a boca e cuidar dos cabelos, também faziam parte das ocupações cotidianas com o corpo. A maquiagem ocupava uma parte considerável de tais ocupações, tanto para as mulheres quanto para os homens. Os cosméticos, os ornatos para a cabeça e os adereços tinham papel marcante na aparência da mulher egípcia. Todos se vestiam, geralmente, com roupas de linho que se apresentavam sempre limpas e em perfeito estado de conservação.

 

- Animais Domésticos:

 

Em suas tentativas de domesticar animais os egípcios procuraram amansar antílopes, gruas, pelicanos e até a abominável hiena. Entretanto, antes do período histórico os habitantes do vale do Nilo já sabiam domesticar animais como o boi, o carneiro, a cabra e o cão. Este último auxiliava na caça e na guarda dos rebanhos. No período histórico, asnos, porcos, gansos e patos também eram domesticados e os animais pertenciam, sobretudo aos templos. As galinhas, porém, eram desconhecidas, o camelo só era conhecido dos habitantes do Delta Oriental e o cavalo só foi introduzido no Egito com a chegada dos Hicsos, por volta de 1640 a.C.

 

- Dança Oriental Egípcia:

 

A Dança Oriental Egípcia teve sua origem no Egito Antigo há mais de 5000 a.C, tradicionalmente, a dança era passada em família. Segunda as imagens que se tem dos papiros encontrados nas Tumbas Faraônicas, os egípcios já dançavam nas pontas dos pés, e seus braços e movimentos possuíam significados específicos. Dizem que, através das modificações eles procuravam entender a natureza, principalmente ao que se referia às enchentes do Nilo. A Dança Egípcia é mais antiga que o advento do Islamismo. A dança passou a corresponder a todas as demandas econômicas, até tornar-se algo mais estético acompanhando igualmente as modificações sofridas na música. Suas danças são sempre improvisadas e muito gesticuladas, representando as palavras das músicas, gestos muitas vezes usados no seu jeito de falar usando o corpo e principalmente as mãos, típico desse povo. Os ritmos árabes são muitos, e eles podem assumir diferentes nomes, dependendo da região que são buscados. Jamais se deve dançar percussão com véu, ou como primeira performance. Em um show completo sempre há as trocas de roupas durante a apresentação, principalmente para as danças folclóricas. As danças folclóricas são caracterizadas por instrumentos melódicos, ritmos, trajes e movimentos específicos. Elas são denominadas de teatrais, pois os dançarinos profissionais somente representam o papel dos povos onde essas danças foram criadas.

 

- A escrita egípcia (hieróglifos):

 

A escrita foi fundamental para os egípcios, permitiu que obtivessem o controle de impostos, a divulgação de ideias, comunicação e somente os nobres, sacerdotes e escribas tinham acesso a ela. A escrita hieroglífica era formada por símbolos e desenhos difíceis de compreender, tornando-a complexa. Os hieróglifos sofrem através do tempo, evolução na escrita para o hierático (variante cursiva, usada para pintar papiros e placas de barro) e mais tarde sob influência grega para o demótico (forma simplificada e menos complexa, que inclui alguns sinais gregos).
Os hieróglifos formavam um conjunto de sinais, composto por ideogramas (símbolos que representam ideias em um morfema inteiro), fonogramas (representam os sons das consoantes e são divididos em unilaterais, bilaterais e trilaterais) e determinativos (ajudam a evidenciar o significado de certas palavras, mas não são lidos). Depois da invasão de diversos povos ao longo do tempo, teve várias alterações na escrita, principalmente com a inclusão dos idiomas grego e latino. Além disso, com a negação ao politeísmo pelo cristianismo a escrita hieroglífica se perdeu por volta do século V d.C.

 

3. Organização Política

 

- As cidades:

 

As casas e palácios do Egito antigo eram construídas de tijolo e, ao contrário dos templos que eram construídos em pedra, não resistiram ao passar dos séculos. Apenas duas cidades foram razoavelmente preservadas: Hetep-Sanusrit e Akhetaton. Ambas surgiram de forma planejada por ordem dos faraós, mas tiveram curta existência e foram abandonadas bruscamente. A primeira não chegou a durar um século e a outra se manteve apenas por um período um pouco maior do que o reinado de Akhenaton. De qualquer maneira, permitiram que os arqueólogos estudassem detalhes da vida cotidiana na zona urbana.

 

- Habitações:

 

Tumbas e templos construídos em pedra para toda a eternidade, mas casas de tijolo para durar apenas uma vida. Essa parece ser a filosofia de construção dos antigos egípcios. Para as residências dos homens procurava-se empregar os materiais mais facilmente disponíveis, principalmente tijolos crus. Até mesmo os palácios reais eram construídos desta forma. Tais materiais não resistiram ao tempo e casas particulares e palácios foram arruinados quase que totalmente. Apesar disso os arqueólogos conseguiram obter algumas indicações precisas de como se vivia no interior das residências. Uma casa confortável e acolhedora era o objetivo da maioria dos indivíduos. Para os mais abastados, a opulência também era uma meta a ser alcançada.

 

- Forma de poder:

 

A sociedade era hierárquica e as camadas sociais eram organizadas hereditariamente. Existiam os dominantes: faraó, nobres, sacerdotes, chefes militares e escribas e os dominados: escravos, camponeses e artesãos. Segue a classificação:
Faraó – Possuía o poder total sobre todos, a autoridade máxima e era reconhecido como um deus. Vivia luxuosamente junto aos nobres, usufruía dos impostos recolhidos entre o povo e ordenava grandes obras arquitetônicas.
Sacerdotes – Profundos conhecedores dos deuses, comandavam os templos, rituais, festividades religiosas e desfrutavam das ofertas dos fiéis.
Chefes Militares - Tinham destaque na sociedade, preparavam o exército para as batalhas de maneira eficiente e eram responsáveis pela segurança territorial.
Escribas - Sabiam ler, escrever e contar. Registravam acontecimentos importantes no papiro, nas paredes das pirâmides e placas de barro, organizavam leis e ainda mantinham o controle dos impostos cobrados.
Camponeses, artesãos, pastores, lavradores – trabalhavam em várias funções, eram convocados pelo faraó para construção de obras sem receber remuneração e viviam na pobreza.
Escravos - Eram presos de guerra, não possuíam direitos, trabalhavam muito, viviam na miséria, apenas ganhavam o alimento para sobreviver e eram castigados frequentemente.

 

- Canal de Suez:

 

Estendendo-se da cidade de Suez, ao sul, até Port Said, ao norte, o Canal de Suez (“Qanat as-Suways”, em árabe) liga o Mar Mediterrâneo ao Golfo de Suez e ao Mar Vermelho, permitindo uma via navegável até o Oceano Índico. O comprimento do Canal é de 163 km e atravessa quatro lagos: Manzala, Timsah, Grande Bitter e Pequeno Bitter. Após as reformas de 1963, passou a ter largura mínima de 55m e 12m de profundidade mínima. O Canal, também, separa os continentes da África e Ásia. Foi escavado no território egípcio na altura em que o Egito dependia da soberania turca. A escavação do canal que vai do Porto Saïd à Suez, unindo assim o mar mediterrâneo com o mar vermelho foi feita por uma companhia privada dirigida por Ferdinand de Lesseps. O ato da concessão do canal de Suez segundo as ordens de 30 de Novembro de 1854, modificada pela ordem de 5 de Janeiro de 1856, estipulava que o canal devia ser aberto à todas as embarcações de todas as nações sobre o mesmo pé de igualdade. Este princípio foi confirmado por duas vezes pela Turquia através das ordens de 19 de Março de 1866 e de 18 de Dezembro de 1873. O então interesse da companhia foi de admitir todas as embarcações para que o canal fosse atravessada por um grande número de navios. A concessão do canal que era acordada por 99 anos, deveria normalmente expirar no fim do ano de 1968, sendo que o canal foi aberto em 17 de Novembro de 1869.

Durante muito tempo, não havia regulamentação especial, contudo durante a guerra da Rússia contra Turquia de 1877 e os tumultos do Egito em 1881, a questão do canal de Suez preocupou e muito os governantes e fez se sentir rapidamente a necessidade de uma regulamentação convencional. Daí a realização da Convenção de Constantinople em 29 de Outubro de 1888, onde esteve representados a Turquia, as seis grandes potências da Europa, a Espanha e os Países Baixos. Esta convenção enunciou três (3) seguintes princípios:

a) Liberdade de navegação comercial em todos os tempos, isto é em tempos de guerra como em tempos de paz;

b) Liberdade de passagem para todos os navios de guerra, desde que a passagem se efetua sem paragem e sem desembarque de tropas ou de materiais militares;

c) Tornar o canal neutro e que em tempos de guerra, não pode ser nem bloqueado, nem atacado.

No computo geral, estes princípios foram bem observados, exceto durante a guerra de 1914. Mas durante a guerra da Rússia contra o Japão (1904-1905) duas divisões navais russas atravessaram sem dificuldades o canal. O mesmo aconteceu com uma esquadra italiana que atravessou o canal durante a guerra Tripolitana (1911-1912). Ao longo da primeira guerra mundial, os germano-turcos atacaram o canal por terra sem sucesso em 3 de Fevereiro de 1915. Quanto às autoridades Britanicas, eles fecharam o canal aos navios inimigos e exerceram o direito de visita num raio de 3 milhas à volta do canal para se assegurar que os navios que penetravam no canal não transportavam artigos susceptível de estragar o canal.

O canal de Suez é o mais longo canal do mundo, com 163 quilômetros de extensão, e sua travessia dura cerca de 15 horas a uma velocidade de 14 km/h, tem três lagos em seu percurso e não possui eclusas a sua largura mínima é de 55 metros, comporta navios de até 500 metros de comprimento por 70 metros de largura. E o valor médio das taxas pagas por petroleiros é de US$ 70 mil, entre 1996 e 1997, o Egito arrecadou, apenas com o pedágio, US$ 1,8 bilhão.

 

- Represa de Assuã:

 

Os britânicos começaram a planejar a construção da primeira represa em 1899 e terminaram em 1902. Ela possuía 54 metros de altura e 1 900 m de extensão, sendo construída em duas etapas: 1907-1912 e 1929-1933.

Em 1946, a represa quase se rompeu, e percebeu-se que seria necessário construir uma segunda represa. Ela seria construída a aproximadamente 6 quilômetros acima da atual. Os planos para a construção começaram a ser realizados em 1952, logo após a revolução Nasser, e Estados Unidos e Reino Unido ajudariam a financiar a construção com um empréstimo de USD $ 270 milhões de dólares. Em julho de 1956, no entanto, o acordo foi cancelado. Para concluir a construção da represa, Nasser nacionalizou o canal de Suez, pretendendo utilizar a renda proveniente para o intento. Isto fez com que Reino Unido, França e Israel atacassem o Egito, ocupando o Canal de Suez, começando a Guerra de Suez. As Nações Unidas, os Estados Unidos e a URSS forçaram os invasores a devolver o Canal a Nasser. Em 1958, a URSS ajudou a construção da represa com um terço. A construção começou em 1960, com o primeiro estágio concluído em 1964, tendo sido concluída em 21 de julho de 1970.

A Represa de Assuã Alta tem 3600 metros de extensão no topo, 980 metros de extensão na base e 111 metros de altura. O volume do reservatório é de 43 milhões de m³ e a vazão máxima é de 11 000 m³ por segundo. Existem vertedouros adicionais de 5 000 m³ para épocas de cheias.

Sua capacidade instalada de produção de energia é de 2,1 gigawatt, sendo que cada uma das 12 turbinas é capaz de produzir 175 megawatts. Em 1967, a produção de energia começou, passando a gerar 50% de toda energia elétrica do Egito. Em 1998, a represa produziu 15% de toda energia do Egito.

CONCLUSÃO:

 

Concluímos que a vida dos egípcios dependia muito do rio Nilo, pois era através dele que conseguiam um bom cultivo na agricultura. Eles bebiam, pescavam no rio, e era a via de transporte deles.
Para se expressar e registrar seus pensamentos, ideias, crenças, modo de vida os egípcios criaram a escrita, os hieróglifos que foram tendo várias adaptações com o tempo e invasão de outras culturas. Somente os nobres, sacerdotes e escribas tinham acesso a escrita, por motivos de organização das camadas sociais que eram hereditárias, fazendo o povo egípcio das camadas mais baixas se sujeitar ao trabalho em várias áreas de atuação, ás vezes sem receber nada, somente o necessário para subsistência, vivendo na miséria. Os nobres, sacerdotes e escribas tinham uma posição respeitada, o faraó vivia luxuosamente comandando a todos, e ordenava a construção de templos em homenagem aos deuses com o objetivo de agradá-los para ter prosperidade.

A Religião e a política eram unificadas, ou seja, uma não existia sem a outra. Homenagens e festas eram patrocinadas pelo estado e templos construídos com o intuito de agradar aos deuses para conseguirem boa colheita e sucesso nas batalhas. Os egípcios tinham crença na vida após a morte e na imortalidade da alma, por isso mumificavam os cadáveres para preservar o corpo.
Esta civilização destacou-se por desenvolver conhecimentos na medicina, com os procedimentos de mumificação que levaram ao estudo do corpo humano, na matemática e na arquitetura, por causa das construções muito bem elaboradas.

 

Informações Adicionais:

BIBLIOGRAFIA:

 

Internet:

 

http://coisasdesoso.blogspot.com/2009/08/danca-oriental-egipcia.html


http://www.webartigos.com/articles/519/1/Egito-Costumes-E-Curiosidades/pagina1.html


http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-culinaria-egipcia/culinaria-egipcia-4.php

 

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/egito/canal-de-suez-2.php

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Represa_de_Assu%C3%A3

 

http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/grandes_civilizacoes/egito/civil_egipcia


http://pt.wikipedia.org/wiki/Hieróglifo


http://www.geocities.com/babel1800/intrhier.htm


http://www.suapesquisa.com/egito/

 

Livros:

 

História Geral – Coleção Telecurso

MOTA G. Carlos

LOPEZ Adriana

ALAMBERT Francisco

Editora Globo S.A

Ano 2000       

 

História – Moderna Enciclopédia Para Educação Básica

BOLSANELLO A. Maria

BOLSANELLO Patricia

Editora Educacional Brasileira S/A

Ano 1985



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